Olá amigos(as)
Pretendo com este blogue manter um meio de comunicação como se fosse o meu "Diário de Bordo".
Sendo assim os temas serão variados passados no meu dia a dia. Viagens, emoções, momentos, rimas, histórias da minha terra, etc.
Sugiro que passe também o seu olhar pelas fotos de outro blogue : "O Meu Olhar" https://bmamax.blogspot.com
Se tem interesse em algumas dicas para tratar das suas plantas ou horta, visite: https://quintaljardim.blogspot.com
Os seus comentários serão bem recebidos e por isso deixo um OBRIGADA por ler o que vou rabiscando
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Passeio à Murtosa

Pegando numa frase que um destes dias encontrei por aí - "Quem anda de moto não tem tempo de envelhecer", quero esclarecer, que os anos cá estão, mas o espírito vai surpreendendo à medida que os acontecimentos surgem. E sem tempo de envelhecer porque o tempo não me dá tempo, eis-me nesta altura do ano. quase sempre no rejuvenescimento, digamos num SPA em duas rodas que massajam o meu equilíbrio e dão-me energia para ir desfrutando o melhor que posso e enquanto posso, as curvas e contracurvas da estrada.
E é assim que hoje, ainda com a memória recente do dia de domingo, deixo por aqui alguns comentários do passeio de mota que fizemos até à Murtosa, com visita incluída à Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto e viagem de Moliceiro pela Ria de Aveiro.
À saída de casa tivemos a bendita chuva e algum granizo a bater na cara. Depois O São Pedro ficou de bom humor, vestiu o seu fato apropriado, e acompanhou-nos com espírito de bom companheiro para desfrutar de um dia oxigenante, ao ar livre e de promoção, à tranquilidade e Natureza.











Deixou-nos admirar a Reserva Natural numa caminhada de 1h e 30 minutos, por um espaço de descanso e alimento de inúmeras espécies de aves migratórias, plantas preservadas de samoucos, carvalhos, medronheiros e herbáceas bem como as areias bem visíveis, pois imagine-se, tudo aquilo teria sido areal há 100 anos e não ficando por aqui, segundo dizia a nossa guia, há mil anos aquele terreno era mar. Passado recente e que hoje talvez esteja ameaçado.
Bem, serão outras histórias que terão de ser contadas por quem as entende...
Depois de um almoço típico da região, seguimos pelas estradas da Bestida e Pardelhas, onde se podia observar pescadores, vegetação primaveril, garças e outras espécies de pássaros, até ao Cais do Bico na Murtosa, terra natal do famoso Moliceiro que em tempos, cumpria a função de transporte do moliço para as terras agrícolas.
Bem coloridos e com painéis de espírito popular com referências de cariz jocoso e com duplo sentido, são apelativos para um passeio divertido por aqueles canais de águas calmas.
Talvez alguém não tivesse notado o duplo sentido, mas nós sim, estávamos divertidos a apreciar a viagem e o convívio da família das duas rodas.
Depois disto e já com o S. Pedro a ameaçar que estávamos a abusar, seguiram-se
as tradicionais despedidas, as promessas de novos desafios e um... "até à próxima"...
Duzentos e setenta quilómetros de SPA...

sábado, 28 de maio de 2016

Água da chuva

As minhas rimas

A água da chuva desce a ladeira
Ansiosa faz lagos e rios pequenos
Cheira a pó, cheira a enxofre
E lá vai regando os terrenos

Chuva intensa, o vento canta
janelas fechadas e ninguem fala
Folhas correm a brincar de esconde
Estranho dia, tarde que embala

Há pouco havia sonhos de Primavera
Com o trovão ninguém respondeu
Fecharam-se portas e janelas
Toda a gente, triste se escondeu

As fortes gotas caem sem parar
Inundam a alma com indiferença
Fazem lembrar a cada um a força
Da dor, da desilusão e indiferença
                           Beatriz Máximo

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cortejo do Carneirinho - Penafiel

E Penafiel, hoje está em festa.
Realiza-se o "Cortejo do Carneirinho", inserido nas Festas do Corpo de Deus.
Pois é... sabe do que estou a falar? Se calhar sabe...
Se é a primeira vez que ouve falar, então digo-lhe que é uma tradição muito antiga que dizem terá tido início ainda antes do ensino escolar oficial, quando o mesmo era feito por pessoas entendidas e que não cobravam dinheiro por ensinarem. Como agradecimento, no final de cada ano, os alunos recompensavam o professor(a).
Iam em grupo e ofereciam de tudo. Mais tarde começaram a associar a essas ofertas um carneiro, talvez por ser um dos animais que tinham por casa e característico da zona.
O carneiro era o melhor que tivessem e enfeitado com fitas. laçarotes, etc, conforme a imaginação de cada um. Os rapazes transportavam-no seguidos pelas raparigas, com as outras ofertas à cabeça.
Essas ofertas seriam de bolos, azeite, fruta, fumeiro, enfim um pouco de tudo que a região produzia.
Seguiam acompanhados por familiares e durante o percurso cantavam até a casa do professor(a).
Tudo terminava em festa e por vezes as crianças recebiam alguns doces e rebuçados.
O tempo passou, o ensino mudou, as pessoas também, mas a tradição vai-se recriando todos os anos na altura da Festa do Corpo de Deus, pois o final das aulas está próximo.
O "Cortejo do Carneirinho", hoje, desfila pelas ruas de Penafiel com crianças, adultos, prendas e o carneiro vivo não falta, bem ornamentado e alegrando quem participa, quem passa e quem assiste, fazendo recordar uma tradição única em Portugal e que todos os dias está presente numa das rotundas de Penafiel, com esse nome e com esculturas representativas dessa mesma tradição.
As tradições fazem parte da nossa história...

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Palácio dos Biscainhos

Às vezes nem sei como começar a escrever o que os meu olhos vão observando. Depois lá começo meia confusa e de repente dou comigo a descrever lugares e emoções.
Desta vez, aquela parte do coração que vai e vem a Braga, fez com que visitasse naquela cidade o Palácio dos Biscainhos, onde está instalado o Museu com o mesmo nome.
Há muito que me recomendavam fazer uma visita. Levava referências e expectativas e mesmo assim fiquei surpreendida.
Então resolvi partilhar com quem vai passando por aqui algumas maravilhas de um palácio do século XVII, com salões de grandes dimensões e tectos luxuosamente decorados e arquitectura exemplar, bem como a revelação do quotidiano da nobreza e enormes referências da vida que foi dos habitantes daquele espaço, com colecções de artes decorativas, mobiliário, cerâmica, têxteis, metais, azulejaria, pintura da época, etc.
Fui alertada também para notar o pavimento do rés-do-chão que é particularmente invulgar. Pedra estriada com desenhos vincados, permitia que as carruagens entrassem no edifício para desembarcarem os passageiros e seguissem directamente para as cavalariças.
Em relação ao jardim, segundo dizem, é considerado histórico. É constituído por um terreiro e um jardim formal. O terreiro é enriquecido com fontes e esculturas.
O formal apresenta um labirinto de canteiros de buxo e esculturas decorativas, painéis de azulejos, fontes de repuxo, mirantes e casas constituídas por árvores vivas centenárias e com chafarizes no interior.
Claro que esta parte foi a que mais me fascinou. Pude observar majestosas árvores seculares e entre elas uma em particular, cujo nome desconhecia (Tulipeiro da Virginia) e que também referem ter sido plantado no século XVII.
Depois por entre tudo isto, roseiras de várias cores, estrelícias, japoneiras imponentes, enfim... acreditem é difícil descrever um jardim tão raro e cheio de história.
Claro que fiz os meus apontamentos e fotos. É assim que vou fazendo a minha história, mas é difícil descrever tudo que os meus olhos observaram, pois por algumas vezes dei comigo a absorver distraidamente o que me rodeava. Prometi voltar...























Muito fica por dizer, por isso deixo algumas fotos. O seu olhar vai avaliar e quem sabe, talvez um dia, possa visitar...

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dia de sol

As minhas rimas

Hoje o dia nasceu lindo
Como se fosse uma pluma
Macia, suave e que voa
Entre nuvens e espuma

Mas o dia vai passar rápido
Como uma linda andorinha
Linda, perfeita, olhando o céu
E que traz a minha alegria

Os dias são sonhos mágicos
Como as estrelas cadentes
Embora durem muito pouco
São recordados para sempre
                      Beatriz Máximo

domingo, 15 de maio de 2016

Cheiro de Tília

Estive ausente uns dias.
Saí com chuva e voltei com sol.
Ainda não me parece o tempo perfeito para esta época, mas à chegada senti uma mistura de aromas das várias flores que por aqui vou tendo.
A sensação era muito boa, mas havia um aroma que se tornava mais intenso.
Eram as tílias que durante estes dias floriram.
Foi o meu presente à chegada com as delicadas e aromáticas flores amarelas.
Penso que toda a gente sabe que estas flores apanhadas nesta época e guardadas depois de secas, servem para fazer infusão de um chã tranquilizante, tanto para adultos como para crianças, assim como também é recomendado para vários estados febris e dores de cabeça.
São árvores elegantes e de grande porte e há quem diga que se alguém adormecer debaixo de uma tília será transportado para a reino das fadas... Sabia? Pois é... "histórias e fantasias".
No entanto, mesmo sabendo da fantasia, não me apeteceu dormir debaixo delas, mas apanhei algumas flores para poder fazer  e tomar o tal chã durante o ano...
Vai o chãzinho das cinco?

terça-feira, 10 de maio de 2016

Dez de Maio

O dia 10 de Maio foi e continua a ser um dia especial para mim. É um dos dias em que a palavra "MÃE", está mais presente na minha memória.
Hoje eu pensei nela com muita saudade e o coração ficou triste. Uma lágrima atrevida correu pelo meu rosto. Mas talvez não haja nenhuma novidade nisso, porque pensei hoje, ontem, anteontem e quase todos os dias. A sua ausência por vezes aperta-me o peito e a saudade escorre pelos olhos.
Não preciso de dia assinalável no calendário para me fazer lembrar esta palavra, apenas com três letras e que sempre está na minha lembrança, com bons e maus momentos, mas presente.
Se estivesse por cá com certeza se festejaria o seu aniversário, mas a verdade é que tudo mudou e não há comemoração, apesar de a recordar e sentir a saudade de uma mãe que foi uma grande mulher e um exemplo de vida.
Bem, o momento é meu, mas resolvi partilhá-lo. A sua lembrança continua viva, em silêncio e eterna no meu coração.
Era bom tê-la por aqui. Não é possível, por isso apenas me resta assinalar esta data e recordar tempos passados, memórias de momentos especiais, que vivi ao seu lado e entregar-me à saudade de uma mãe maravilhosa.
Amor de mãe é único e verdadeiro...

sábado, 7 de maio de 2016

Ó Primavera...

O fim de semana chegou e a primavera já vai longa.
Se já começou a estação do ano mais bonita, então porque ainda ninguém percebeu?
Depois de alguns dias de sol e calor, de novo temos a chuva e frio que teimam em ficar instalados.
O sol deu um ar da sua graça, mas não teve força para se impor. O calor foi atrás dele.
Pois é... começo a pensar que o tempo padece de distúrbios de personalidade.
Acabe-se com este tempo nem que seja por decreto (que parece ser o único que ainda ninguém se lembrou).
Apliquem-se impostos ao S. Pedro (sempre ajuda nas contas do Estado).
Se o sol brilhar, todos nós ficamos mais divertidos, mais sorridentes, mais tolerantes, mais felizes.
Esta instabilidade não dá a oportunidade de viver o tempo do tempo.
Ó primavera chega de ser preguiçosa e dá-nos tréguas.
Vem viver com o povo, dias divertidos, com o sol a queimar a cara e a aquecer o coração.
Vem ser feliz...

terça-feira, 3 de maio de 2016

Praia da Galé

Saímos com tempo duvidoso mas com a esperança que no sul tudo estivesse melhor.
As nuvens ameaçavam o início de mais um dia de chuva, na Primavera que já ia longa.
À medida que seguíamos o tempo foi melhorando, mas nunca deixando de fazer pinturas exóticas no azul do céu.
Pinga aqui, pinga ali e a nossa desilusão era notória.
Bem... talvez o S. Pedro mudasse de ideias.
Finalmente chegamos ao Algarve, ao nosso porto de abrigo, mas continuavam as nuvens ameaçadoras, embora as previsões do tempo para durante a semana fossem boas.
No dia seguinte acordamos cedo. O azul do céu combinava bem com o azul do mar e com a areia fina da praia. Finalmente bom tempo. Espreguicei, bebi um copo de água morna e de repente lá vejo a minha amiga gaivota no peitoril da varanda... Curioso!!! Tudo indicava que estava à espera de me ver!!! Ainda estivemos algum tempo a olhar uma para outra. Depois pegou uns pauzinhos e lá foi, sabe-se lá para onde tratar da vidinha!!!
Durante o resto dos dias, o sol continuou a brilhar. o mar estava calmo e as gaivotas dançavam ao som da música das ondas
Acordávamos cedo. O mar e o sol eram os primeiros a cumprimentarem a nossa estadia por aqueles lados. Depois o nosso ritual era caminhar na areia da praia, escutar as ondas, o silêncio, sentir o cheiro a mar e o sol da manhã, na cara.
Entretanto começavam a surgir, uma, duas, três pessoas, uma dúzia. quase sempre encontrando as mesmas caras.
Claro que nos observávamos uns aos outros e por vezes surgia o cumprimento para alguém que vimos no dia anterior.
Mas também surge um ou outro que faz a diferença, como a história que a seguir vou descrever.
Seguia na nossa frente um casal. Ele de camisa e calções bem compridos, conversava com alguém num telefone de ultima geração. De vez em quando retirava do ouvido e punha-o mesmo junto ao rebentamento das ondas!! Curioso... não sabíamos se era para o outro lado escutar melhor o mar, ou simplesmente para testar o telefone! A senhora mais afastada e ainda na nossa frente, vestia como se fosse ao cinema. Calça preta comprida, blusa de seda e quando se virou um pouco, podia notar-se a cara primorosamente pintada e sorriu. Passamos à frente e claro que fizemos história. Talvez fossem de um País onde não existia mar! Quem sabe do outro lado, não seria uma criança que gostava de ouvir as ondas?... Bem... deu para tema de conversa entre nós durante algum tempo.
Mas falando em crianças, neste dia, dei comigo a observar e a pensar como tudo vai mudando. E quando digo isto, refiro-me ao facto de ter encontrado poucas crianças. na areia da praia. Fiquei pensativa. As pessoas que encontrava quase todas estavam acompanhadas por um, dois, três cães!!! Fiquei pensativa... Será que se está a trocar a decisão de ter filhos pela companhia de animais?
Cuidar e acarinhar os animais é bom, mas a alegria das crianças ao pularem as ondas do mar e fazerem castelos de areia, não tem preço!!! enfim,,, gostos!!!
Havia dias que caminhávamos  para o outro lado da Galé. A zona mais rochosa. O mar desta vez deixava passar por entre as ondas que iam chegando aos rochedos.  Fantástico!!! Geralmente é inacessível, porque o mar sempre anda alto. Tivemos a oportunidade de reconhecer que na verdade o mar não bate só na areia. Também tem lutas com as suas rochas. Danifica-as mas ao mesmo tempo dá-lhe formas de autenticas esculturas.
Bem...estava a chegar ao fim e curiosamente de novo fui surpreendida pela visita da gaivota. Não sei dizer se era a minha amiga do costume, ou se seria outra a querer fazer amizade. Também não era relevante ser ou não ser. 
O importante mesmo, era o seu olhar e a liberdade de voar...

domingo, 1 de maio de 2016

Mãe - Filhos

As minhas rimas

Quero agradecer muito à vida
Os filhos me ter confiado
Eles iluminam a minha vida
São um presente desejado

São as minhas jóias mais raras
Bem guardadas no meu cofre
São as pérolas de um colar
Que acariciam se o coração sofre

Obrigada por me terem dado
A honra de vossa mãe ter sido
Vocês são o melhor presente
Que Deus me terá oferecido

Sejam abençoados para sempre
Cá estarei para vos confortar
Beijos à distância vos mando
Aqueles que gostaria de dar
                                Beatriz Máximo

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Obrigada

Olá...
Hoje hesitei em escrever o que se segue.
Depois cheguei à conclusão que o deveria fazer.
Durante vários dias descrevi caminhos de Portugal, por onde passei durante a semana da Páscoa.
Já algumas vezes comentei que faço deste blogue, o meu escape para ajudar o meu cérebro a continuar a funcionar.
Sendo assim quase que posso considerar que será o meu diário de bordo, mantendo este meio de comunicação para falar de vários temas. Assim vai acontecendo.
Neste caso considero que viajar, física ou virtualmente, alarga os nossos horizontes, conhecem-se novos locais, novos costumes, novas realidades e gentes. Penso que se enriquece o conhecimento.
Se eu partilhar com alguém essas vivências, será como se tivesse viajado acompanhada.
Assim fiz, embora nem tudo tenha sido descrito. Muita coisa ficou por dizer e mostrar.
Depois, também penso que pode parecer exibicionismo. Talvez, até, quem sabe... "tenha metido o pé na argola" em alguma ocasião, mas foi a minha maneira de ver e observar.
É sempre um tiro no escuro escrever e ficar deste lado na expectativa de saber que alguém vai ler e poderá não achar bem. É arriscado fazê-lo... mas...
Bem, chegou então a hora de agradecer a quem dispensou alguns minutos do seu dia para ler as minhas palavras, que não passaram de "simples pontos de vista".
Só quero ainda dizer que vou continuar por aqui, com outras histórias, na esperança que talvez sejam interessantes... Por agora o meu sincero...
OBRIGADA...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Lar, doce lar

Bem, as mini-férias estavam no fim. Nem tudo dura para sempre. Não é?
Era o último dia.
Tínhamos dormido na Vila do Luso, situada no concelho da Mealhada e conhecida pela pureza das suas fontes de águas termais.
Estávamos perto de casa e não havia pressa, mas no ar já pairava o cheirinho da nossa "terrinha" e o desejo de chegar.
Era domingo de Páscoa e por alguns lugares, notava-se o frenesim de um dia festivo...
Paramos em Águeda e para além de um percurso pedonal que fizemos, observamos na ponte ali existente as marcas das várias cheias do rio Águeda, que de vez em quando vai fazendo os seus estragos....












Agora... tenho mesmo que admitir que as minhas histórias já devem ser cansativas para quem lê.
Acredite... muitos olhares ficaram por descrever, mas chegou a hora de ser breve nos comentários e respeitar a sua leitura.
No entanto ainda tenho de dizer que resolvemos dar importância ao dia e fazer uma refeição de dia de festa, em Ovar.
Depois já que estávamos perto de Válega, que pertence ao concelho de Ovar, quisemos conhecer a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, impressionante obra prima, da arte de pintura de azulejos e que um dia merecerá uma história mais detalhada.
E foi com a alma cheia de boas recordações que seguimos...
Penso que terminamos da melhor maneira... "Lar, doce lar"...

domingo, 24 de abril de 2016

Pela Serra




E assim foi... à medida que subíamos a serra, a chuva era mais intensa e a paisagem começou a ganhar outros contornos,
Todos sabemos que Portugal é pequeno, no entanto tenho que reconhecer que desde que saímos de casa e os dias não eram muitos, já tínhamos encontrado todo o tipo de paisagem, tempo variado e estradas de vários níveis de circulação, assim como a gastronomia com o gosto próprio de cada região..
Neste momento, o silêncio era o actor principal. Olhávamos a paisagem e todo o cuidado era pouco. Trânsito lento, nevoeiro e aquela chuva de mansinho que dificultava a condução. Não nevava, mas a montanha começava a aparecer branca, à medida que a altitude era maior.

Cuidados redobrados, mas não deixamos de ir observando a serra, com o seu manto branco e orgulhosos do nosso cartão de visitas para os amantes de desporto na neve.
Chuva, neve, curvas e contracurvas, acompanharam-nos até à cidade de Seia.
Tudo isto faz história e o que deixamos para trás, já deixa saudades...
Até os animais vivem tranquilamente o seu repouso!!!!
Depois de uma boa refeição serrana, seguimos viagem... kkkkkkk.....

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Poço do Inferno

As imagens dizem quase tudo.
Sempre ouvi contar que a Serra da Estrela escondia lagos, lagoas e quedas de água de encantar.
Cá está o Poço do Inferno, que julgo ser um dos ex-líbris da Serra,
Entre Manteigas e Piornos, num desvio quase sem saída, estrada estreita e em mau estado de conservação, passando por várias espécies de vegetação rara, encontramos este lugar mágico.

O som da água que caía a mais de 10 metros, era uma espécie de música terapêutica, que a serra decidiu proteger.
As escadas escavadas nos rochedos, mas protegidas com a segurança possível, davam acesso a vistas deslumbrantes. Algumas pessoas andavam por ali (poucas) mas as suficientes para a troca de sorrisos e comentários.
Mesmo assim como crianças em jardim de infância, subíamos e descíamos as escarpas, encantados com uma beleza natural e atraídos pelas quedas de água límpida
Não tínhamos levado farnel para assentar arraiais nos vários lugares disponíveis para isso, mas teria sido uma óptima ideia,
O Poço do Inferno foi uma boa surpresa. Desfrutamos o mais possível, mas a chuva começava a cair de mansinho.
As fotos não ficaram por fazer, os olhos tentaram ver o mais possível e os ouvidos tinham escutado uma linda melodia.
Mas... a chuva teimava, teimava... em ficar no nosso lugar.
Saímos ainda com o olhar focado numa paisagem bucólica e arrepiante.
E assim... deixamos um recanto, com encanto... da Serra da Estrela...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Barca D'Alva



Ainda inserida na região do Douro Internacional, Barca D'Alva não escapou ao nosso roteiro.
Freixo de Espada à Cinta, muito interessante, mereceu a nossa admiração mas por pouco tempo.
Talvez noutra oportunidade, eu procure o famoso freixo com a sua espada amarrada e então aí eu faça a minha historia.
Bem... Depois logo a seguir tomamos o rumo de Barca D'Alva. Entretanto lá longe surgia a Barragem de Saucelle, que atravessa o rio Douro e une os dois países (Portugal e Espanha).
Pois é... Acredita que só para agora poder dizer que fomos ao estrangeiro e ficamos internacionais!!! kkkkkkk,... atravessamos a barragem, pousamos o pé em terra espanhola e voltamos?
Coisa de gente vaidosa!!!!!
Mas... finalmente... sentimos que tínhamos o rio aos nossos pés.
Alí estava ele nos braços dos portugueses...
Este rio é irreverente, mas privilegiado. Tem nacionalidade estrangeira,  namora as margens ibéricas demoradamente, é acarinhado pelas amendoeiras, oliveiras, laranjeiras e vinhas (nesta altura do ano) ainda em estado de repouso e segue descontraidamente por onde lhe dá mais vantagens, assim formando paisagens de encantar, até à sua foz na cidade do Porto!!


Como vê a paisagem tem um encanto especial, logo ali no começo de Portugal.
Barca D'Alva é um recanto silencioso, exibindo com todo o esplendor a sua beleza natural em grandes extensões.
Ficam as imagens...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Belmonte

Viajar por Portugal é um privilégio. Esta é a minha opinião. Poderá não ser a sua, mas vai permitir que eu considere que o meu País tem localidades com paisagens lindíssimas e um património histórico fascinante.

É o caso da Vila de Belmonte. Estive lá e posso dizer que são tantas as curiosidades deste local que talvez tenha dificuldade em descrever com rigor o que me foi dado conhecer.
Por ali costumam dizer que é terra de Judeus e berço de Cabrais.
Em relação aos judeus é pelo facto de que foi uma das localidades escolhidas por um pequeno grupo, que se isolou na povoação secretamente, durante mais de cinco séculos, mantendo os preceitos judaicos, e cuja tradição ainda se vive até aos dias de hoje.
O berço de Cabrais refere-se à família ilustre que por ali residiu e de onde nasceu o navegador Pedro Álvares Cabral.
Situada sobre a encosta da Serra da Estrela a paisagem é deslumbrante. Nota-se que é uma Vila cuidada, limpa e no centro histórico cada recanto é um encanto.
Depois o castelo medieval tem a sua história ligada à dos descobrimentos portugueses e à do Brasil, precisamente porque os seus Alcaides pertenciam à família do navegador que já referi, Pedro Álvares Cabral.
É um dos pontos turísticos mais interessantes. Uma alta torre de menagem, muralhas, baluartes e um anfiteatro ao ar livre, rodeado por imponentes muralhas.
Numa das paredes ainda se pode admirar uma janela manuelina, verdadeira jóia granítica, com o símbolo de D. Manuel, a esfera armilar e o escudo da ilustre família Cabral. Daí pode-se contemplar a linda paisagem da Serra da Estrela.
Bem junto ao Castelo ainda se pode admirar uma replica de cruz de madeira de Pau Santo, existente no Brasil
Muita história existe nesta vila encantadora aliada à sua beleza paisagística e que torna este local uma visita obrigatória.
Visite... Vale a pena...