Olá amigos(as)
Pretendo com este blogue manter um meio de comunicação como se fosse o meu "Diário de Bordo".
Sendo assim os temas serão variados passados no meu dia a dia. Viagens, emoções, momentos, rimas, histórias da minha terra, etc.
Sugiro que passe também o seu olhar pelas fotos de outro blogue : "O Meu Olhar" https://bmamax.blogspot.com
Se tem interesse em algumas dicas para tratar das suas plantas ou horta, visite: https://quintaljardim.blogspot.com
Os seus comentários serão bem recebidos e por isso deixo um OBRIGADA por ler o que vou rabiscando
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domingo, 31 de julho de 2016

Versos

As minhas rimas

Meus versos palavras soltas
São pensamentos e ilusões
São desabafos e fantasias
Apenas letras e recordações

São o meu passado e presente
Que o coração sempre guardou
Risos, lágrimas e alegrias
E tudo que o tempo levou

Meus versos são como o vento
Levam e trazem recordação
Momentos já então passados
Mas que ficaram no coração

São também doces lembranças
Quando a alegria bateu à porta
São como a água que corre
E a que passou já não importa

Por isso então assim escrevo
Deste jeito sem muito pensar
De tudo terei tido um pouco
Enfim... não adianta recordar...  
                               Beatriz Máximo         

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Fisalis

Logo pela manhã com a temperatura ainda em modo aceitável, comecei as regas de todos os dias.
Desta vez não pude deixar de reparar que alguns fisalis estavam na altura de apanhar (maduros).
Bem... vou deixar passar mais dois ou três dias e depois colher.
Já agora, quero dizer que é muito fácil o seu cultivo. Pode até ter um vaso à porta de casa e todos os anos, mesmo que pense que a planta secou, quando chegar à altura certa ela renovará e lhe dará novos frutos. Apenas precisa de água.
Este ano vou tentar fazer compota.
Depois deixarei por aqui o resultado da receita
No entanto esta fruta exótica pode e deve ser consumida na versão natural.
Dizem que ajuda a emagrecer...


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Bom fim de semana

Olá...
O final de semana está a chegar e o bom tempo continua.
Passo por aqui para desejar dias com muitos sorrisos, alegrias, emoções agradáveis e a família reunida.
Já agora, não se esqueçam também, de procurar as sementes da esperança.
Cá por este lado vou tentar cuidar do meu vaso da entrada, para encantar o meu olhar e depois pensar nas pessoas, que não desistem de mim.
Bom fim de semana...

sábado, 16 de julho de 2016

Rosas destruídas

Ainda há dois dias eu dizia que "a vida é cheia de vida" e neste momento com o coração angustiado deixo por aqui palavras reveladoras de outra certeza.
A certeza que "a vida é uma passagem" e que de repente tudo se desvanece, sem dar tempo de a viver.
O imprevisto acontece, sem aviso, sem romantismo, sem programa... Uma realidade cruel...
O jardim da esperança, de repente é contaminado por ervas daninhas, que destroem as suas rosas.
Talvez haja um herbicida adequado e poderoso que destrua essas mesmas ervas, mas ao ser utilizado sempre contaminará o que resta do jardim.
Perante esta aparente incapacidade e com o coração ferido, o melhor talvez seja, continuar a regar as plantas que resistem, com o amor possível e esperar que o sol brilhe, mesmo que mais alguma erva indesejada tente invadir o terreno.
Dizem que a esperança e o amor fazem a vida continuar...
Bem... depois da tempestade o sol sempre volta a brilhar...

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A vida

O sol brilhava e entrava pela sala. Lá fora as plantas pareciam sorrir, dando alegria ao jardim.
Um sol de verão que aquece e que dá oportunidade à preguiça.
Senti vontade de relaxar no meu alpendre e aí fiquei a escutar os pássaros e o som do vento, que neste dia se faz sentir.
Por ali fiquei a olhar a tarde a desaparecer e a noite a acontecer.
O sol começou a despedir-se e lá longe a lua aparecia no céu azul.
Nesta altura pensei. Como a vida é estranha e bela!!!
E assim nos meus pensamentos senti tranquilidade, esperança, alegria e pensei na história deste dia e como ele me tinha dado tanto...
Hoje foi assim... e não só... mais uma estrela nasceu para brilhar na terra e encher os corações de felicidade e ser amada.
E como todos os dias devem ser vividos com sonhos e esperança, então eu digo...
Sim... a vida é cheia de vida...

terça-feira, 12 de julho de 2016

Já, já a seguir

Eu sei que ainda se pensa em férias, uns bons mergulhos na praia ou piscina, um passeio por algum lugar ou simplesmente um merecido descanso.
No entanto há uns tempos eu disse que iria falar mais sobre as tarefas do meu meio rural.
É hoje que vou lembrar, que se estiverem interessados, já podem ir pensando (sem pressa) em preparar o terreno.
Então, logo que dê jeito comecem a trabalhar a terra, cavando e retirando as raízes de plantas que se possam ter instalado e que não são benéficas.
Depois de estar uma terra bem solta devem acrescentar o composto orgânico.
Se ainda não tem o seu, na hora certa de utilizar, pode comprar em qualquer horto com boas características do solo (argila, areia, calcário, etc.) Uma terra muito pesada não é muito boa.
Se tiverem uma pequena máquina de revolver a terra, o trabalho ficará facilitado.
Convém revolver bem a terra até ficar mais ou menos uns 20 cm de profundidade, relativamente solta.
Depois retirar as pedras ou outros elementos estranhos que poderão dificultar as plantações.
Mexida, remexida e alimentada a terra fica preparada para a temporada de novas plantações.
Bem... vá fazendo esta tarefa com calma. Ainda estamos em época de descanso e por isso, deixo por aqui a paisagem que me rodeia.
Já, já a seguir... vamos começar a plantar..

domingo, 10 de julho de 2016

Terapia de quintal

Quando está muito calor, por estes lados o meu quintal/jardim precisa de muitos cuidados.
Dizem que é uma terapia.
Pois é... Regas constantes, retirar ervas daninhas que crescem assustadoramente, cuidar das flores, tratar de pragas nas plantas e ainda não descuidar os animaizitos que por aqui habitam é mesmo uma boa terapia.
Bem, mas este constante cuidado se por um lado ajuda a mente, por outro é cansativo e requer paciência e dedicação.
Não é exagero se lhe disser que posso demorar 2 horas ou mais na rega do quintal. Depois vem o jardim (que é mais suave porque uma parte é automática). Entretanto a atenção dada aos animais também contabiliza.
Enfim... o tempo dá-me tempo e vem a recompensa, mas meus amigos, há dias que descansar no sofá e dormir uma soneca é bem melhor do que esta terapia de trazer por casa...
Que acham...

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Domingo quente

Era domingo. O calor apertava.
Sem grandes dúvidas resolvemos fazer um passeio de mota.
Pois... só que depois de um almoço tranquilamente saboreado, a ideia não foi das melhores.
O sol queimava o corpo. O vento batia na cara e o desconforto era grande.
Não demorou muito a chegar o arrependimento. A temperatura do ar não deixava respirar e mesmo sentido o vento e com roupas ligeiras, a serenidade das nossas mentes começou a ficar confusa.
Calor intenso. Não tínhamos ar condicionado...
Passamos por Tongobriga, onde se realizava a feira romana e a vontade foi seguir viagem sem parar.
Os minutos pareciam horas. A estrada não tinha fim e à chegada não sabíamos muito bem se nos tinha passado um camião por cima ou se fomos nós que nos atiramos.
Tanto desejo pelos dias de verão e depois...?
Depois... só restou um bom duche e uma soneca... 

sábado, 2 de julho de 2016

Meio rural

Olá amigos(as).
Como já tenho mencionado noutras ocasiões, por aqui vou deixando comentários do que vou vivendo em algumas ocasiões. No entanto poucas palavras deixo em relação ao meio rural onde vivo. Hoje começarei a minha escrita nesse sentido.
Gosto muito de terra cultivada. Um pouquinho de tudo (ou quase) é uma dádiva da natureza, embora se tenha algum trabalho.
Pois bem... o meu quintal/jardim serve para me tirar do stress, do tédio e sentir a alegria de ver as plantas crescerem. A natureza e eu trabalhamos em sintonia.
Tenho um pequeno terreno que vou aproveitando para cultivar os meus legumes, frutas, flores, animais, etc.
Procuro fazer tudo isto o mais biologicamente possível, o que às vezes é complicado.
Sendo assim, para além do que poderei eventualmente sugerir, também fico na expectativa de poder receber comentários e conselhos nesse sentido.
Estamos na época da dádiva que a terra oferece, mas também na altura ideal para quem quer começar a trabalhar um pequeno terreno ou canteiro, bem como adquirir algumas (pequenas) alfaias que ajudarão no cultivo.
Da próxima vez deixarei dicas e sugestões.
Esteja atento...

terça-feira, 28 de junho de 2016

Boas férias

Pois é... finalmente temos bom tempo...
E como bom tempo é sinal de sol, calor e dias longos, então a boa disposição chegou e as merecidas férias também.
Sendo assim, desejo a todos que passam por aqui e que vão ter essa oportunidade, que aproveitem cada minuto para sorrir, descansar, relaxar, enfim... apaguem da mente o ritual do dia a dia e sintam o poder da natureza.
Vivam férias alegres, descontraídas e com muita preguiça.
Depois... como a vida é feita de momentos preciosos, aproveitem também para ver o mar, os campos floridos, o amanhecer ou o pôr do sol.
Se a intenção é viajar, então leve na mala doses de felicidade, alegria, esperança e divirta-se o mais possível.
No mar, no campo, a viajar ou em casa o importante é mesmo sair da rotina, descansar e ser feliz...
Boas férias...

terça-feira, 21 de junho de 2016

Ponte da Panchorra

Sou curiosa... Já deu para perceber... Mas já agora, modéstia à parte, costuma ser no bom sentido.
Desta vez, a minha curiosidade passou pela Ponte da Panchorra  que já há muito tempo via assinalada na estrada, mas nunca tinha tido a "pachorra" de procurar.
Pois bem, já no Concelho de Resende e ainda na rota do Românico, depois de percorrer por caminhos rurais, entre pinhal e mato, lá estava a bucólica paisagem com a interessante ponte que liga as duas margens do rio Cabrum e que evidencia a importância que teria e ainda tem para a comunidade rural.
A sua forma é robusta, com dois arcos de aspecto bastante arcaico, em plena Serra de Montemuro.
O local é calmo, verde e com uma paisagem muito rural abraçada pela sombra dos carvalhos por ali existentes e espelhados na água límpida do rio.
Tudo isto faz da Panchorra o lugar ideal para convidar a família ou os amigos a passar por ali algumas horas, longe da confusão do dia-a-dia.
Tranquilidade não falta e não falta também algumas mesas, para merendas e instalações sanitárias.
Um dia diferente faz bem à alma...

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Senhora do Salto

Muita gente sabe que durante a primavera e o verão, quase todos os fins de semana fazemos passeios com os amigos das duas rodas clássicas.
É nestes convívios que vamos descobrindo lugares deslumbrantes.
A Senhora do Salto, embora já conhecida por nós, foi um dos lugares que há pouco tempo visitamos.
Perto do Porto, no concelho de Paredes é um lugar de rara beleza, encravado entre escarpas por onde corre o rio Sousa, formando uma enorme garganta, conhecida como a "boca do Inferno".
Pois é... dizem mesmo que o inferno é por ali, mas a beleza do lugar com parque natural, o rio, a geologia a diversidade de animais e a tranquilidade, nada indica que o seja.
Toda a envolvência é deslumbrante ao longo do vale do Rio Sousa. As falésias de escalada formam uma enorme garganta que dizem permitir a prática de rappel, escaladas e até passeios tranquilos de barco.
Depois é interessante porque tudo isto está envolto numa lenda que diz que um cavaleiro terá sido perseguido pelo diabo sob a forma de um veado. Na sua fuga, chegou ao alto da falésia e sem saída possível, evocou com muito fervor a protecção de Nossa Senhora e saltou sobre o abismo, dizendo: "valei-me Senhora, sou pecador". E assim pousaram na outra margem do rio sãos e salvos.
Lá estão as marcas das ferraduras do cavalo.
Bem... em sinal de agradecimento, o cavaleiro mandou construir a capela que ali existe, dedicada à Nossa Senhora do Salto.
E é assim que a lenda se vai contando, sobre  um lugar mágico, encantador e no nosso Portugal, típico das serras do Norte, nos arredores do Porto.
Só para terminar... O Centro Interpretativo, mostra todos os recantos, as aves e os animais escondidos que por ali vivem através de filmagens e com uma história muito mais elaborada.
Visitem...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Laços de amor

Hoje é um dia especial e não posso deixar de escrever, para mais tarde recordar.
Desculpem se o faço de uma maneira muito pessoal, mas há dias que não dá para ser de outra forma.
E agora directamente do meu coração e com algum lamechismo à mistura aí vai...
"Talvez não leias o que vou escrever. Não és dado a estas coisas. Não é a tua praia. Gostas mais de manuais de mecânica das duas rodas.
Cada um tem a sua preferência, mas também não é grave, porque a graça de tudo isto é mesmo sermos diferentes.
No entanto eu sei que sabes e sentes, que no fundo eu até gosto desse teu jeito de lidar com a vida. Quando os nossos corações se encontraram já eras assim e eu é que talvez tenha mudado (ou não).
Depois resolvemos unir os corações com o laço mais bonito e perfumado que encontramos e foi apertado de tal maneira, que não há tempo nem vontade de o desatar. Só o tempo da vida o fará.
No nosso cantinho, mesmo que não leias o que vou escrevendo, sempre me dás provas de amor quando me olhas, me dás um abraço, um carinho, um beijo, sofres por mim, aturas o meu mau-humor... enfim ...quando limpas uma lágrima que de vez em quando me escorre pela face ou mesmo quando não estamos na mesma sintonia.
Já lá vão uns anitos com esta cumplicidade e amor mutuo. Lembras-te daquele dia? Como éramos jovens e com esperança de uma longa viagem! Pois cá continuamos no comboio... embora a viagem tenha tido várias paragens. Entraram passageiros novos, mas também saíram outros que começaram a viagem primeiro.
Algumas avarias pelo meio, mas como tens talento. como já disse para a mecânica. lá vais dando o teu contributo para tudo funcionar.
Não posso negar que somos duas pessoas diferentes, duas vidas, dois olhares, dois modos de pensar, mas também somos dois bailarinos que dançam, quase sempre ao mesmo ritmo, conforme o tempo passa".
E tudo isto meus amigos. só para dizer que mais um ano passou e espero que venham mais, com a mesma dança, porque o meu desejo é:
Dançar, dançar... até ser dia...

sábado, 4 de junho de 2016

Anho pingado

Bem... Hoje é sábado. Pois é... não será novidade para ninguém, mas se calhar amanhã tem a família aí por casa a almoçar e talvez esteja ainda a pensar no que fazer. Se for esse o caso, deixo por aqui a minha receita de anho pingado e quem sabe lhe apeteça fazer para o almoço da família.
Então comece por colocar a carne em água e limão durante algum tempo (1/2 horas). Depois retire e deixe escorrer.
De seguida faça o seguinte tempero:
4/5 dentes de alho - sal a gosto - vinho branco - vinagre - louro - colorau ou pimentão - pimento fresco, cortado aos bocados - salsa (bastante) e malagueta ou pimenta.
Envolva tudo isto e depois esfregue esta mistura por toda a carne até entranhar bem. Coloque num recipiente e despeje o tempero restante por cima.
Deixe ficar até o dia seguinte, mas mexendo de vez em quando.
Agora chega o dia de assar. Bem... aqui depende do forno.
Eu tenho forno de lenha e gosto que seja feito lá, mas pode ser noutro qualquer.
Primeiro faço uma calda para o arroz bem saborosa com um pedaço de presunto (pode ser o couro) e algumas partes do anho (ossos). Depois coloco esta calda ainda a ferver em cima do arroz que já está no alguidar, rectifico o tempero (se gostar adicione um pouco de açafrão) e corto cebola às rodelas por cima. Este arroz deve ter menos calda que o costume, porque o anho vai assar em cima de uma grelha pousada por cima do alguidar e sendo assim vai escorrer e formar mais calda.
Dica: Quando mexe o arroz antes de ir ao forno, a colher deve ficar em pé sem cair
Passado uma hora é que se abre a porta do forno e vira-se a carne que já deve estar tostada por cima. Convêm neste momento pincelar com o resto do tempero. Deixar assar mais uma hora. Aqui vai depender de si. Veja se o mesmo precisa ou não deste tempo.
Ah... Esqueci de dizer... Se gostar pode assar umas batatas ao mesmo tempo... noutro tabuleiro, claro... Faça uma boa salada, e...
E agora... só me resta desejar que a família goste e que seja um dia feliz...

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Passeio à Murtosa

Pegando numa frase que um destes dias encontrei por aí - "Quem anda de moto não tem tempo de envelhecer", quero esclarecer, que os anos cá estão, mas o espírito vai surpreendendo à medida que os acontecimentos surgem. E sem tempo de envelhecer porque o tempo não me dá tempo, eis-me nesta altura do ano. quase sempre no rejuvenescimento, digamos num SPA em duas rodas que massajam o meu equilíbrio e dão-me energia para ir desfrutando o melhor que posso e enquanto posso, as curvas e contracurvas da estrada.
E é assim que hoje, ainda com a memória recente do dia de domingo, deixo por aqui alguns comentários do passeio de mota que fizemos até à Murtosa, com visita incluída à Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto e viagem de Moliceiro pela Ria de Aveiro.
À saída de casa tivemos a bendita chuva e algum granizo a bater na cara. Depois O São Pedro ficou de bom humor, vestiu o seu fato apropriado, e acompanhou-nos com espírito de bom companheiro para desfrutar de um dia oxigenante, ao ar livre e de promoção, à tranquilidade e Natureza.











Deixou-nos admirar a Reserva Natural numa caminhada de 1h e 30 minutos, por um espaço de descanso e alimento de inúmeras espécies de aves migratórias, plantas preservadas de samoucos, carvalhos, medronheiros e herbáceas bem como as areias bem visíveis, pois imagine-se, tudo aquilo teria sido areal há 100 anos e não ficando por aqui, segundo dizia a nossa guia, há mil anos aquele terreno era mar. Passado recente e que hoje talvez esteja ameaçado.
Bem, serão outras histórias que terão de ser contadas por quem as entende...
Depois de um almoço típico da região, seguimos pelas estradas da Bestida e Pardelhas, onde se podia observar pescadores, vegetação primaveril, garças e outras espécies de pássaros, até ao Cais do Bico na Murtosa, terra natal do famoso Moliceiro que em tempos, cumpria a função de transporte do moliço para as terras agrícolas.
Bem coloridos e com painéis de espírito popular com referências de cariz jocoso e com duplo sentido, são apelativos para um passeio divertido por aqueles canais de águas calmas.
Talvez alguém não tivesse notado o duplo sentido, mas nós sim, estávamos divertidos a apreciar a viagem e o convívio da família das duas rodas.
Depois disto e já com o S. Pedro a ameaçar que estávamos a abusar, seguiram-se
as tradicionais despedidas, as promessas de novos desafios e um... "até à próxima"...
Duzentos e setenta quilómetros de SPA...

sábado, 28 de maio de 2016

Água da chuva

As minhas rimas

A água da chuva desce a ladeira
Ansiosa faz lagos e rios pequenos
Cheira a pó, cheira a enxofre
E lá vai regando os terrenos

Chuva intensa, o vento canta
janelas fechadas e ninguem fala
Folhas correm a brincar de esconde
Estranho dia, tarde que embala

Há pouco havia sonhos de Primavera
Com o trovão ninguém respondeu
Fecharam-se portas e janelas
Toda a gente, triste se escondeu

As fortes gotas caem sem parar
Inundam a alma com indiferença
Fazem lembrar a cada um a força
Da dor, da desilusão e indiferença
                           Beatriz Máximo

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cortejo do Carneirinho - Penafiel

E Penafiel, hoje está em festa.
Realiza-se o "Cortejo do Carneirinho", inserido nas Festas do Corpo de Deus.
Pois é... sabe do que estou a falar? Se calhar sabe...
Se é a primeira vez que ouve falar, então digo-lhe que é uma tradição muito antiga que dizem terá tido início ainda antes do ensino escolar oficial, quando o mesmo era feito por pessoas entendidas e que não cobravam dinheiro por ensinarem. Como agradecimento, no final de cada ano, os alunos recompensavam o professor(a).
Iam em grupo e ofereciam de tudo. Mais tarde começaram a associar a essas ofertas um carneiro, talvez por ser um dos animais que tinham por casa e característico da zona.
O carneiro era o melhor que tivessem e enfeitado com fitas. laçarotes, etc, conforme a imaginação de cada um. Os rapazes transportavam-no seguidos pelas raparigas, com as outras ofertas à cabeça.
Essas ofertas seriam de bolos, azeite, fruta, fumeiro, enfim um pouco de tudo que a região produzia.
Seguiam acompanhados por familiares e durante o percurso cantavam até a casa do professor(a).
Tudo terminava em festa e por vezes as crianças recebiam alguns doces e rebuçados.
O tempo passou, o ensino mudou, as pessoas também, mas a tradição vai-se recriando todos os anos na altura da Festa do Corpo de Deus, pois o final das aulas está próximo.
O "Cortejo do Carneirinho", hoje, desfila pelas ruas de Penafiel com crianças, adultos, prendas e o carneiro vivo não falta, bem ornamentado e alegrando quem participa, quem passa e quem assiste, fazendo recordar uma tradição única em Portugal e que todos os dias está presente numa das rotundas de Penafiel, com esse nome e com esculturas representativas dessa mesma tradição.
As tradições fazem parte da nossa história...

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Palácio dos Biscainhos

Às vezes nem sei como começar a escrever o que os meu olhos vão observando. Depois lá começo meia confusa e de repente dou comigo a descrever lugares e emoções.
Desta vez, aquela parte do coração que vai e vem a Braga, fez com que visitasse naquela cidade o Palácio dos Biscainhos, onde está instalado o Museu com o mesmo nome.
Há muito que me recomendavam fazer uma visita. Levava referências e expectativas e mesmo assim fiquei surpreendida.
Então resolvi partilhar com quem vai passando por aqui algumas maravilhas de um palácio do século XVII, com salões de grandes dimensões e tectos luxuosamente decorados e arquitectura exemplar, bem como a revelação do quotidiano da nobreza e enormes referências da vida que foi dos habitantes daquele espaço, com colecções de artes decorativas, mobiliário, cerâmica, têxteis, metais, azulejaria, pintura da época, etc.
Fui alertada também para notar o pavimento do rés-do-chão que é particularmente invulgar. Pedra estriada com desenhos vincados, permitia que as carruagens entrassem no edifício para desembarcarem os passageiros e seguissem directamente para as cavalariças.
Em relação ao jardim, segundo dizem, é considerado histórico. É constituído por um terreiro e um jardim formal. O terreiro é enriquecido com fontes e esculturas.
O formal apresenta um labirinto de canteiros de buxo e esculturas decorativas, painéis de azulejos, fontes de repuxo, mirantes e casas constituídas por árvores vivas centenárias e com chafarizes no interior.
Claro que esta parte foi a que mais me fascinou. Pude observar majestosas árvores seculares e entre elas uma em particular, cujo nome desconhecia (Tulipeiro da Virginia) e que também referem ter sido plantado no século XVII.
Depois por entre tudo isto, roseiras de várias cores, estrelícias, japoneiras imponentes, enfim... acreditem é difícil descrever um jardim tão raro e cheio de história.
Claro que fiz os meus apontamentos e fotos. É assim que vou fazendo a minha história, mas é difícil descrever tudo que os meus olhos observaram, pois por algumas vezes dei comigo a absorver distraidamente o que me rodeava. Prometi voltar...























Muito fica por dizer, por isso deixo algumas fotos. O seu olhar vai avaliar e quem sabe, talvez um dia, possa visitar...

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dia de sol

As minhas rimas

Hoje o dia nasceu lindo
Como se fosse uma pluma
Macia, suave e que voa
Entre nuvens e espuma

Mas o dia vai passar rápido
Como uma linda andorinha
Linda, perfeita, olhando o céu
E que traz a minha alegria

Os dias são sonhos mágicos
Como as estrelas cadentes
Embora durem muito pouco
São recordados para sempre
                      Beatriz Máximo

domingo, 15 de maio de 2016

Cheiro de Tília

Estive ausente uns dias.
Saí com chuva e voltei com sol.
Ainda não me parece o tempo perfeito para esta época, mas à chegada senti uma mistura de aromas das várias flores que por aqui vou tendo.
A sensação era muito boa, mas havia um aroma que se tornava mais intenso.
Eram as tílias que durante estes dias floriram.
Foi o meu presente à chegada com as delicadas e aromáticas flores amarelas.
Penso que toda a gente sabe que estas flores apanhadas nesta época e guardadas depois de secas, servem para fazer infusão de um chã tranquilizante, tanto para adultos como para crianças, assim como também é recomendado para vários estados febris e dores de cabeça.
São árvores elegantes e de grande porte e há quem diga que se alguém adormecer debaixo de uma tília será transportado para a reino das fadas... Sabia? Pois é... "histórias e fantasias".
No entanto, mesmo sabendo da fantasia, não me apeteceu dormir debaixo delas, mas apanhei algumas flores para poder fazer  e tomar o tal chã durante o ano...
Vai o chãzinho das cinco?