Olá amigos(as)
Pretendo com este blogue manter um meio de comunicação como se fosse o meu "Diário de Bordo".
Sendo assim os temas serão variados passados no meu dia a dia. Viagens, emoções, momentos, rimas, histórias da minha terra, etc.
Sugiro que passe também o seu olhar pelas fotos de outro blogue : "O Meu Olhar" https://bmamax.blogspot.com
Se tem interesse em algumas dicas para tratar das suas plantas ou horta, visite: https://quintaljardim.blogspot.com
Os seus comentários serão bem recebidos e por isso deixo um OBRIGADA por ler o que vou rabiscando
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sábado, 24 de fevereiro de 2018

O banco do jardim

Olá.
Já há alguns dias que passei por este jardim e reparei em alguns bancos que por ali existem para descanso de quem o quer fazer.
Este chamou a minha atenção, porque na verdade já será bastante antigo e o seu estado de conservação não é dos melhores.
No entanto mesmo sendo de outros tempos, apeteceu-me sentar e ficar por ali algum tempo, a admirar a paisagem, a escutar o cantar dos pássaros que já vão alegrando os dias e a sentir o sol na cara.
Depois, pensei melhor e segui o meu destino, até porque (quem sabe) ficaria por ali demasiado tempo e talvez me deixasse ficar a envelhecer (tal como o banco).
Sendo assim, olhei, pensei e deixei para mais tarde o meu repouso, naquele ou noutro banco de jardim, quando as pernas estiverem cansadas e precisar de um lugar para meditar.
Pensamentos...
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Sorrir

Chegou o depois.
Ora bem... depois... depois... cada dia que passa é um novo dia. A irritação passa, a saudade guarda-se e a ausência vai de férias.
A chuva cai, o café fica frio, as histórias continuam e no final do arco-íris sempre se encontra um pote de sorrisos.
Sendo assim hoje vamos sorrir...
Embora não seja fácil, será sempre o melhor a fazer, mesmo depois de uma qualquer desilusão.
Um sorriso sincero consegue mudar o mundo, alivia o coração e torna tudo mais bonito.
E é assim, hoje as palavras serão escassas, mas fica por aqui um sorriso de verdade, embora como muita gente diz: Nem todo o palhaço é feliz...
Filosofias...
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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Dia irritante

Logo pela manhã o dia deixava adivinhar um domingo de chuva, chuva, chuvinha.
A preguiça instalou-se, mas sempre há um mínimo que quer se queira ou não, terá de ser feito.
A melhor forma de passar um dia assim e como estamos no carnaval, é fantasiada de pijama, meias até ao joelho, pantufas, manta pelas costas, sofá, óculos, um livro, um computador e esperar o dia acontecer...
Pois... mas a fome aperta e lá vai a fantasia para canto e mãos à obra.
Depressa se faz alguma coisa e logo de seguida apetece uma lareira acesa, escutar e ver as últimas notícias do dia, seja na televisão ou até nas modernices de um qualquer aparelho informático.
Mas a irritação começou a instalar-se. Nada de Internet, a televisão também num vai e vem e o silêncio começou a dominar o dia, só deixando escutar a chuva que por vezes caía forte.
Oh dia irritante!!! Faz a Tv pelo menos fazer barulho, mesmo que nada tenha interesse...
Mas o vai-vem continuou, como se fosse partida de carnaval e confesso que quase esqueci  a frase que diz "pelo carnaval nada se leva a mal".
E assim chegou a noite que continuou no mesmo ritmo de falhas.
É complicado ser optimista num dia cheio de nada, mas talvez...
Amanhã seja melhor...
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Será?

Nem sei se hoje me apetece escrever. Os pensamentos estão baralhados, a caixinha desarrumada e a saudade tomou conta do meu coração.
Dias de ausência, expectativa, angústia... enfim... dias vazios.
Será a idade? Será o tempo? Será o medo? Será... será... será.....
Ás vezes não consigo descrever muito bem o que pretendo.
É bom?. É mau? Sei lá.... apenas pensamentos e palavras vagas.
Bem... não importa se alguém leu ou não o pouco ou nada que hoje aqui deixo, mas talvez sirva para eu própria meditar, mesmo sem me expressar muito bem, mas sabendo que hoje na verdade o dia não está a meu favor, mas quem sabe no final a tal caixinha não ficará mais organizada!!?
Enfim... as poucas palavras ficam por aqui, mesmo que ninguém as tenha lido...
Será???
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Ser Feliz

O tempo passou rápido e o meu estatuto de Avó, vai ficar fechado na gaveta.
Todas as relações se constroem ao longo do tempo e com tempo. O meu tempo é sempre escasso e aborta no melhor da gestação.
Quando eu for velha, sim, porque ainda não cheguei lá!!! quero lembrar dos bons momentos que vou tendo às prestações, para exercer a função de Avó, com regras e pinceladas de educação à minha maneira, que não será (quem sabe) a mais adequada.
Os dias que passaram ensinaram-me a partilhar e a concretizar sonhos.
Não houve impossíveis, mas talvez  tivesse havido desencontros.
Todos temos de conquistar os nossos desejos e se as pequenas coisas, como o sol, o café, o sorriso, a folha nova que nasceu e a atenção dedicada a cada um de nós, foram suficientes para criar mais laços de amor e abraçar apertado, então o principal aconteceu e agora O IMPORTANTE é mesmo, nunca esquecer de... SER FELIZ...
Até à próxima...
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Fundação Eça de Queiroz

O dia estava solarengo e tínhamos que aproveitar e não deixar passar a oportunidade de visitar a sede da Fundação Eça de Queiroz, que por sinal se situa na Rota do Românico, pelo Vale do Douro.
A cada quilómetro percorrido a paisagem começa por nos presentear com a beleza das margens do Rio Tâmega e Douro.
Chegados a Tormes, não ficamos indiferentes à propriedade que Eça de Queiroz recebeu em herança e imortalizou como Quinta de Tormes, no romance "A Cidade e as Serras".
Com a ajuda da nossa guia percorremos sala a sala da casa e pudemos conhecer a vida e obra deste escritor, através de um contacto próximo com alguns dos seus objectos pessoais, da mobília da sua casa em Paris, fotografias, quadros, presentes de amigos, uma parte da sua biblioteca e a peça mais emblemática de todo o espólio, a escrivaninha onde Eça de Queiroz escrevia de pé, bem como o móvel que servia de arquivo das suas notas pessoais ou vivências e que mais tarde descrevia nos seus romances.
















Bem... a visita era interessante e em cada sala ou lugar tínhamos a sensação que iríamos encontrar, sentado num daqueles sofás, um dos embaixadores da língua portuguesa.
Não aconteceu, mas na cozinha fomos surpreendidos por uma cozinheira que confeccionava um doce de laranja que só pelo aroma que libertava, nos fez lembrar o tempo das nossas avós.
A seguir passamos pela capela do século XVI, que é a parte mais antiga da casa e situada no rés-do-chão da casa.
Mais ao lado uma pequena adega e loja, onde se pode ver e comprar produtos da quinta e o vinho de Tormes, produzido na propriedade.
Pois é... entre perguntas, respostas, curiosidades e surpresas a visita que ninguém queria acabar, poderia continuar no Restaurante de Tormes, localizado mesmo ao lado da casa-mãe e que serve as ementas queirosianas, mencionadas em diversas obras do escritor, principalmente a primeira refeição que lhe foi servida naquela casa (o famoso arroz de favas com frango alourado)
A hora não era a adequada para almoçar ou jantar, mas valeu a pena conhecer memórias e património de um dos mestres da Língua Portuguesa...
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sábado, 20 de janeiro de 2018

Museu Municipal de Penafiel

Os dias vão passando, a cumplicidade vai aumentando, os desafios também e muitas histórias ficarão por contar.
No entanto, hoje deixo por aqui a nossa visita ao Museu Municipal de Penafiel, considerado um dos melhores de Portugal e situado em pleno centro histórico da cidade.
Tínhamos decidido que em dias  de chuva via-mos lugares abrigados, deixando os espaços ao ar livre, para quando o sol resolvesse dar um ar da sua graça.
Assim foi...
As duas, avó e neta, tentamos desfrutar de um espaço museológico com cinco salas temáticas de exposição permanente, dedicadas aos usos e costumes da região, à arqueologia, à terra e à água.
As informações estão adequadas a diversos públicos, assim como recursos a suportes multimédia.
Na sala da entrada começa-se a viajar pelo percurso histórico, com animação onde é possível ver o território penafidelense em termos geográficos, turísticos e patrimoniais.
Depois temos os vestígios arqueológicos da presença humana no concelho, que terão permanecido durante cinco séculos.

Noutra sala encontramos as principais actividades do passado, tais como o mundo rural, a arte de trabalhar o ferro e a madeira. Tudo isto com a sonoridade adequada ao ambiente
Bem... entre alfaias agrícolas, ferramentas da época, reconstituições do passado, chegamos à sala temporária, dos caminhos de ferro das linhas do Minho e Douro.
Esta sala, para além de exposição fotográfica, proporciona multimédia com sonoridade adequada a uma viagem no tempo.
E é assim... desta visita poderia fazer uma longa história e deixar por aqui muitas fotos, mas posso garantir que viajamos durante alguns minutos por vários lugares e sentimos na alma um mundo muito diferente dos nossos dias, mas que talvez tivesse sido uma época feliz.
Viajamos no tempo...
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Castro do Monte Mozinho

Costuma dizer-se: "Santos à beira da porta não fazem milagres".
Os milagres de facto não aconteceram mas fomos visitar o santo...
Muito perto de casa a uns escassos 15 kms temos o Castro do Monte Mozinho.
Povoado castrejo da época romana e que dizem ser um dos maiores da Europa
Não haviam visitas guiadas (só em grupos) mas para termos uma ideia mais ou menos daquilo que iríamos ver, logo à partida, no centro interpretativo, ofereceram panfletos com a história e fotos do local e por esse motivo fomos dando mais atenção ao que encontrávamos e em especial a um dos vestígios romanos, com forma quadrangular e com blocos moldurados que supostamente terá sido dedicado à glória de Roma.
Como crianças percorremos a extensa área que terá sido habitada durante 4 ou 5 séculos e que apresenta diversos tipos de construção, desde o núcleo de casas-pátio de tradição castreja, com compartimentos circulares, às complexas habitações romanas de planta quadrada ou rectangular.
Alegremente subimos até à parte superior do castro, onde se destaca ainda uma muralha que dizem ser do século I, assim como uma acrópole, delimitada por um espesso muro e sem vestígios de construções. Talvez por aí se desenrolassem várias actividades como jogos, mercados, exibições ou até assembleias
Bem... Ía-mos imaginando a vivência de um povo que pouco tinha, mas que nos deixou um legado fascinante. O sol brilhava por isso convidava à exploração do local e da história dos tais romanos e queríamos em cada pedra e vestígios encontrar sinais de uma civilização bem ligada a todos, não deixando de pensar e questionar a hipótese de que talvez algum de nós tivesse tido origem naquele local...
Será? Quem sabe? Fica agora a questão!!!
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Livraria Lello

A cidade do Porto, obriga mais dia menos dia a entrar na Livraria Lello, um espaço para os livros que se vai impondo à era dos livros impressos e tradicionais, expostos em ambiente mágico
Logo à entrada somos envolvidos por um espaço acolhedor e uma preciosidade com mais de 100 anos, com arquitectura art nouveau e sem dúvida, uma das livrarias mais deslumbrantes do mundo.
Os livros que repousam nas estantes iluminadas e entre painéis gravados com imagens da literatura portuguesa, parecem intocáveis, mas ao mesmo tempo convidam à sua leitura.
Depois a escadaria que é uma atracção, conhecida por ter sido a inspiração na série de livros de Harry Potter, deslumbra qualquer um.
Das atracções turísticas da cidade, a Livraria Lello, talvez seja de longe a favorita e aquela que nãos nos importamos de entrar todas as vezes que recebemos uma visita.
As palavras ficam escassas para descrever um cenário tão distinto, mas o olhar prende-se a contemplar vitrais, escadarias, estantes, livros e o vai-vem de gente de todos os pontos do mundo que por ali passa.
Imperdível...
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Torre dos Clérigos

Andar pelas ruas do Porto é uma viagem no tempo.
No entanto hoje fica por aqui a experiência de visitar a emblemática Torre dos Clérigos.
Subimos os cerca de 240 degraus numa escada em espiral. Não vou dizer que foi fácil, mas tudo esquece logo que se admira a vista privilegiada da cidade e do Rio Douro.
O Porto visto de cima da Torre dos Clérigos, que já foi a construção mais alta de Portugal, tem outro encanto.
Bem... entre respiração ofegante, a descoberta de uma paisagem diferente e os flashes, fica a sensação de mais um pouco de história guardada na nossa memória.
As pessoas divertem-se, ficam surpreendidas e a escadaria que terá de ser descida não causa problema, pois a alma está cheia de energia depois de ter avistado uma cidade romântica, com sol e o rio que a acompanha.
Descemos e embora com as pernas a tremerem e os joelhos a reclamarem, ainda tínhamos a visita ao interior da Igreja que é simples mas muito bonita. Foi construída essencialmente em granito e apenas apresenta uma nave única. Nas duas paredes laterais existem dois púlpitos de pregação e quatro altares.
De um lado e de outro existem cadeirais em madeira trabalhada e acima deles, dois órgãos de talha barroca
É considerada a obra mais emblemática de Nasoni e onde o mesmo está sepultado.
Aqui impera o silêncio e a admiração.
Vale a pena visitar o ex-libris da cidade do Porto
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Quinta da Aveleda

Pois é... Tenho o privilégio de residir perto da Quinta da Aveleda, em Penafiel.
Já várias vezes a visitei, mas sempre fica a vontade de voltar.
Tendo cá por casa uma pessoa especial, a nossa decisão foi visitar mais uma vez.
Logo que se passa o portão principal e os muros altos de granito, encontra-se um paraíso romântico e exótico.
Num dos pontos de partida, a casa do porteiro, faz-nos lembrar uma casa de conto infantil.
De seguida temos a avenida principal que nos conduz à casa de família, como se nos desse as boas-vindas.
Depois uma das surpresas é a torre das cabras, especialmente construída para estes bichos de instintos devoradores, colocando a salvo as plantas da quinta. A casinha é construída em altura e com acessibilidade, de as mesmas passearem.
Nesta altura do ano predominam os tons verdes, castanhos e as famosas camélias de várias cores e aromas.
Escuta-se o cintilar da água que cai em vários lagos espalhados pela quinta e não ficamos indiferentes ao lago dos cisnes e a casinha de chá, onde as crianças se divertem a recriar histórias dos livros de aventuras. O cenário do tecto com cobras, sapos, tartarugas e águias têm a magia necessária para que isso aconteça.
Depois seguimos pelo caminho das azáleas que nos leva até à Fonte de Nossa Senhora da Vandoma, padroeira do Porto.
E é aqui que já estamos perto da casa senhorial, coberta de videiras, nesta época em estadio de repouso e de plantas exóticas. Não será exagero dizer que é um marco romântico da propriedade.
E como a água predomina por toda a quinta, de diversas formas, também não podia faltar, para embelezar ainda mais o que é belo, a Fonte das Quatro Estações, que dizem ter sido uma homenagem às senhoras da Aveleda.
Entre fotos e olhares, dá para entender que a fama desta quinta não é feita só pelos famosos vinhos verdes, aguardentes, queijos e compotas.
Desta vez não tivemos guia, por isso limitamo-nos a terminar a visita pela loja Aveleda, para trazer uma das tais recordações da marca.
Voltaremos...
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Quintandona

O sol continua, a companhia é boa e por Penafiel há muito que visitar.
Desta vez o programa incluía a Aldeia  de Xisto, mesmo às portas do Porto -  Quintandona.
Conhecem?
Se conhecem talvez concordem que a paisagem e a arquitectura de Quintandona, saltam à vista logo à chegada. Apesar de estar perto dos centros urbanos nada impede que as gentes daquele lugar não preservem toda a tradição.
Percorremos a pé por entre ruelas, casas, lavadouros tradicionais e não deixamos de admirar a capela logo à entrada com mais de 200 anos e o antigo cruzeiro. Paisagem bucólica que nos fascinou.
Depois sentimos o crepitar da lenha e o cheiro de comida regional.
Logo de seguida fomos confrontados com uma senhora que confeccionava o almoço na lareira e nos potes de ferro.
Hummm... uma sopa suculenta com tudo a que tinha direito e que nada mais seria necessário para confortar o estômago.
Cozinhava para uma equipa de televisão que por ali andava a fazer reportagem.
O cheirinho e a conversa iam aumentando o nosso apetite, pois a ementa seria a tal sopa, um arroz de feijão e umas pataniscas.
Depois, como nestes lugares, a comida chega sempre para mais alguém, fomos confrontados com a sugestão que poderíamos ficar e almoçar. E foi assim que num cantinho da cozinha que defumava as nossas roupas, que saboreamos estes petiscos que terminaram com umas filhoses e um café de cevada feito num pote de barro.
Querem um dia mais bem passado?
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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Cármen Miranda

Os dias passam e nós vamos entrando num ritmo diferente, mas de amor mutuo.
Neste dia talvez fosse interessante conhecer o Museu Cármen Miranda, que fica a uns 20 minutos de casa.
Assim foi e confesso que fiquei surpreendida, com a história de uma mulher atrevida, corajosa e talentosa, do início do Século 20 e que fez a sua carreira pelo Brasil e Estados Unidos com grande sucesso. Tão à frente do seu tempo que penso ainda hoje estar actualizada e bem recordada por cá.
Bem de coração cheio, mas com a barriga, como se costuma dizer, "a dar horas" e já que estávamos perto da Casa dos Lenteirões, aproveitamos "a onda" com a convicção de saborear um doce tradicional e quase conventual - Fatias do Freixo.
Estavam esgotadas!!! Teríamos que esperar perto de duas horas!!!
Desiludidos, resolvemos o assunto com uns bolinhos de chila, mas... não foi a mesma coisa...
Bem... para esquecer e não perder a viagem, passamos pela aldeia romana de Tongobriga , que tem como cartão de visita os vestígios arqueológicos de uma antiquíssima cidade romana.
Foi divertido mas não esquecemos as famosas fatias e prometemos que voltaríamos...
Será??
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domingo, 17 de dezembro de 2017

Momentos

E é assim... Ainda não me pronunciei pelos momentos diferentes que nos últimos dias tenho vivido.
Já varri as lágrimas de felicidade e estou a limpar as saudades do coração.
Fala-se tanto em tempo e finalmente chegou a hora de ter algum desse tempo para dedicar a um dos amores da minha vida (neta).
Mas o tempo que a trouxe é o mesmo que a levará... e depois.... ???
E depois de estes pontos de interrogação, haverá um futuro que talvez seja de nostalgia, mas entretanto vou-me dar ao direito de não pensar muito no atracar do barco e aproveitar a paisagem.
Sendo assim tenho de desfrutar ao máximo e saber valorizar cada segundo.
Tenho de ter tempo para tudo, excepto para ser desperdiçado.
Assim vai acontecendo e vou dando gargalhadas de alegria e limpando o coração das lembranças
e momentos que ficaram por viver.
A família sempre estará no meu coração em primeiro lugar
Estamos felizes...
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Natal é amor

Neste mês tudo cheira a Natal.
Por todo lado se sente um frenesim de época de festa.
Época mais tolerante, divertida e feliz.
No entanto ao mesmo tempo sente-se no peito, as cicatrizes de um ano que todos sabemos que ficou marcado de forma trágica.
Passou e agora deve-se viver esta quadra natalícia de forma tranquila e simples.
Procurar reunir a família, as crianças, o amor e fazer deste natal, um momento único.
Contar histórias, recordar natais passados, distribuir amor, carinho e passar uma noite de ilusões.
Sentir os cheiros e os sabores tradicionais e deixar que as noites de Natal continuem lindas.
Natal é amor...
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dezembro chegou

Cá está ele, o mês de Dezembro.
É um mês  que nos traz cheiros e sabores do Natal.
Começam os preparativos para a data mais importante do ano.
Luzes, decorações de época, frenesim de festa e claro muita esperança nos corações para que tudo possa ser mais e melhor para todos. Pode-se dizer que chegou o momento de descobrir em nós, sentimentos, perspectivas, possibilidades, limitações e quem sabe potencialidades.
É o momento certo para reflectir
E é assim que todos os anos temos a mesma esperança, os mesmos desejos e o mesmo sentido de família.
Sendo então o primeiro dia de um mês dedicado à família e amigos, deixo por aqui desejos para que todos os corações se encham de luz e amor e que se continue a fazer Natal o ano todo.
Natal é sempre que cada um de nós quiser...

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A lareira acesa

Os dias quentes, este ano fizeram questão de se manterem para além do S. Martinho.
Todos nós estamos carentes de chuva e frio. Nunca desejamos tanto sentir a chuva a cair na cara e o frio a gelar as mãos.
Previsões fazem-se nesse sentido, mas... fica-se na expectativa.
No entanto com a chegada da noite já vai apetecendo o conforto de uma lareira acesa.
Hoje foi o primeiro dia a ouvir o crepitar da lenha e que bem se está por aqui...
Adoro este aconchego e já vou pensando que talvez seja o presente de Natal mais desejado.
Agora é só esperar que a chuva chegue, ter uma boa música, tomar um chã, café ou talvez um chocolate quente, uma manta e claro boa companhia.
Para mim e quem sabe para esse lado também, tudo isto serão coisas boas, simples e tranquilas que a vida proporciona.
Experimente...
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Ginkgo biloba

Os dias passam. O sol continua, mas o Outono já se instalou. O verde das plantas começa a dar lugar a outras cores que dão a sensação de uma diferente primavera.
É linda esta estação do ano e por esse motivo, hoje achei por bem deixar por aqui o tom da minha "Ginkco biloba".
É uma árvore de folha cadente, discreta e não muito frondosa. Distingue-se de todas as outras porque é elegante e não ofusca as que a rodeiam.
Gosto dela por saber que é uma das espécies mais velhas do mundo e que simboliza a paz e a longevidade.
Dizem que existe há mais de 200 milhões de anos, sem transformações e que conseguiu resistir ao ataque aéreo da bomba atómica, na cidade de Hiroshima, voltando a brotar por entre as ruínas da cidade devastada.
Resiste também a muitas agressões de poluição e não se deixa atacar por insectos, fungos, etc. Não dá trabalho e não necessita de cuidados especiais no jardim.
É também usada como componente em vários medicamentos, mas cuidado, nunca utilizar de livre vontade.
Bem, neste momento como podem ver as suas folhas estão na época de caírem, mas mesmo assim não deixa de ser atraente.
Está na hora da sua renovação e faltarão poucos dias para que as suas folhas douradas enfeitem o chão do meu jardim como um tapete colorido.
Ginkco biloba, um dos fósseis vivos mais antigos do mundo...
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Mota e liberdade

O sol ainda não tinha aparecido, mas a hora apertava para o encontro com amigos em Vila do Conde e arredores.
Com idade suficiente para pensar duas vezes, mas com adrenalina motard em primeiro lugar, António sempre me convence a acompanhá-lo, mesmo que para isso eu fique sem algumas horas de sono e com o coração a palpitar de ansiedade e receosa do equilíbrio das duas rodas.
Depois... depois logo se esquece tudo, assim que o ambiente começa a animar e se encontram amigos e as cilindradas maiores ou menores vão enchendo os olhinhos dos aficionados.
Tratava-se de um rali. Algumas provas à mistura, visitas a lugares emblemáticos e tempos controlados.
Sobe e desce da mota, entrada por atalhos quase pedonais e o desconhecido, dão "pica" a quem participa.
Conhecem-se lugares que sinceramente não passam pela cabeça, que possam existir tão perto de nós. Outros já mais familiares, também têm sempre uma nova perspectiva.
E este sobe e desce, pára e arranca, entra e sai no desconhecido, vai cansando, mas limpando a alma.
Dois dias neste vai-vem, acreditem que dá para sentir no corpo, mas conhecer paisagens totalmente diferentes do habitual, também dá força para continuar.
Depois sente-se um saudável convívio, nas brincadeiras quase de criança.
Mas tudo tem um fim e o regresso a casa já se faz com ansiedade, mas libertos de muito stress e com vontade de uma nova aventura.
Andar de mota dá liberdade e torna as pessoas muito mais felizes
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sábado, 28 de outubro de 2017