Que nunca lhe falte um sonho para lutar
Um projecto para realizar
Alguma coisa para aprender
Um lugar onde ir
Alguém a quem amar
Feliz 2022
Um projecto para realizar
Alguma coisa para aprender
Um lugar onde ir
Alguém a quem amar
Feliz 2022
Mesa pequena mas espírito natalício presente, embora de vez em quando uma lágrima atrevida fizesse questão de rolar pelo rosto que eu disfarçadamente controlava.
A ceia não faltou, as lembranças também não e o telefone funcionou com trocas de beijos e abraços.
Fizemos o possível por enganar a tristeza e sobrevivemos...
Pandemia a quanto obrigas!!!...
A indecisão permanece...
E eis que chegamos ao Dia das Bruxas ou usando o estrangeirismo Halloween, celebração que acontece na véspera da festa cristã do dia de todos os santos
Entre as actividades deste dia toda a gente sabe que fazem parte as festas e fantasias, as doçuras e travessuras, as abóboras numa roda viva e todas as atracções assombradas. Contam-se histórias assustadoras e vêem-se filmes de terror. Em alguns lugares acendem-se velas nos túmulos.Dizem também que é uma tradição com mais de 3 mil anos. Naquela época acreditava-se que os mortos se levantavam e se apoderavam dos vivos. E é por isso que se usavam fantasias com a intenção de se defenderem desses maus espíritos.
Mas o tempo foi passando as mentalidades também e este dia é divertido. Em Portugal era conhecido pelo Dia do Pão de Deus e só mais tarde se começou a utilizar como "Dia das Bruxas" com diabruras muito divertidas...
E não é que se encontram (hoje) por aí umas bruxinhas bem bonitas!!
Divirtam-se...
Bem tantos e tantos cheiros que será difícil descrevê-los todos, mas os mais importantes ainda são o cheiro do pai, da mãe e ainda o cheirinho da casa dos Avós. O café da manhã era feito num pote de barro. Jamais esquecerei aquele cheiro de café barato mas delicioso. Depois lá vinha o dia em que a Avó fazia o petisco que ainda hoje de vez em quando faço cá por casa. Imaginem fritar batatas com casca e cebola à mistura e abafadas com um testo. Eram uma delícia quando fritava um ovo que ia buscar na hora à capoeira. Depois o crepitar da lenha na lareira da cozinha e o Avô sentado num banquinho ao lado do fogo nos dias de Inverno. Cheirinho a fumo que jamais esquecerei. Entretanto também o cheirinho do abraço apertado que ela me dava. Ainda o cheiro de papeis desbotados e rabiscados com a poesia do Avó Máximo que se divertia a ler para nós e que exigia a devida atenção e no final sempre nos presenteava com uma saborosa merenda, como se dizia na época, com cheirinho a aldeia. Bem... ai a saudade que tenho destes e tantos outros cheiros de uma época maravilhosa e que será impossível descrevê-los todos.
Infância que tão depressa passou e que deixou raízes...
Bem, estas minhas palavras, hoje, apenas são uma maneira de deixar registado resumidamente umas pequenas férias em tempo de pandemia.
O dia tinha acordado ensolarado, as malas estavam prontas e seguimos rumo ao sul de Portugal.
O tempo ainda é de Covid, embora com algum desconfinamento e que nos causou algumas restrições. Era fim de semana e ainda não era permitido almoçar em restaurantes, apenas em esplanada e só até às 13 horas. Acontece que a essa hora passávamos na zona da Mealhada e nada melhor que aproveitar para saborear o famoso leitão assado. Pois foi no minuto exacto que paramos para comprar umas sandes e comer tranquilamente dentro do carro e fazer um piquenique diferente, mas que soube que nem "leitão".
Deu para seguir viagem com o estômago mais confortável, mas com a sensação que os quilómetros não acabavam... Enfim... chegamos. Cansados mas aliviados por terminar a viagem-
Logo pela manhã o sol entrava pela janela, por isso nada melhor que tratar do pequeno almoço e fazer uma caminhada junto ao mar. Pois é... o mar estava tranquilo e o areal convidava ao passeio. Depois foi só desfrutar junto à marina dos pescadores e regressar para almoçar. Domingo e por incrível que pareça não existia nem esplanada nem restaurante onde fosse possível petiscar. Depois de percorrer a marina toda de Vilamoura lá descobrimos uma esplanada italiana quase na hora de encerrar e enganamos o estômago com uma mínima lasanha e um gelado que comemos apressadamente para que os donos pudessem encerrar. Oh vida complicada!!! Bem férias são férias e lá aceitamos isto tudo com algum humor.
Os dias passam, o ritmo é quase sempre o mesmo e lá nos vamos habituando a uma rotina mais ou menos normal. Mas para os dias seguintes estava anunciado a passagem da depressão "Lola" que pelos vistos trazia vento, trovoada e chuva forte. O vento já se fazia sentir. Quanto ao resto tínhamos que esperar para ver. Já nos bastam as depressões, confinamentos e afins, mas o mote está dado para o proverbio de Abril "em Abril águas mil"
Pois é... Entretanto o dia seguinte nasceu nublado e continuava ventoso. De qualquer maneira com alguma teimosia tentamos fazer como se fosse um dia de verão envergonhado. Lá fomos até ao mar sem grande entusiasmo. Apenas mais duas ou três pessoas andavam por ali mas depressa se retiraram. Ficamos mais um pouco a apreciar a saída dos barcos à vela que todos os dias saem mar fora. São centenas que veem da marina de Vilamoura até alto mar. Mas o vento acentuava-se e por isso regressamos. Neste dia fomos almoçar à Quarteira. O frio continuava e tudo indicava que talvez chovesse. Descontração e paciência foi o que tivemos. Deixamos o tempo passar... Da varanda do hotel podíamos ver o mar e por ali ficamos.
A chuva foi pouca, mas o vento insistiu em aparecer. Mesmo com sol, a vontade é de ficar resguardado ou então dar umas passeatas de carro. Aproveitávamos as manhãs de praia que normalmente eram agradáveis e à tarde visitávamos os arredores. Um dia fomos à nossa praia de todos os anos "Galé", mas qual não foi o nosso espanto quando verificamos que quase não existia areal. O mar estava alto e os lindos rochedos que por ali existem estavam cobertos de areia e água. Não parecia a nossa praia e fiquei desiludida. Bem sei que o mar leva e trás e para a próxima já será a praia das rochas exóticas. Depois passamos pelo centro de Albufeira e a desilusão também se instalou. Negócios fechados, pouca gente e a vontade de caminhar um pouco por ali não existiu. Regressamos à nossa origem em Vilamoura com intenção de pelo menos desfrutar da piscina, mas também isso ficou sem efeito, pois a ventania era de tal ordem que quase nos empurrou para dentro do hotel. Mas nem todos os dias são iguais e o dia seguinte chegou calmo. O mar parecia um imenso lago. Lá longe algumas gaivotas petiscavam o que o mar trouxe durante a noite e nós como sempre fizemos a nossa caminhada na areia. Bem depois lá ficamos a observar a calmaria e a tranquilidade que este mar já nos habituou. De início não encontramos ninguém. O mar era nosso. Depois lá foram chegando meia dúzia de pessoas que respeitosamente se acomodavam e observavam o nosso mar que continuava calmo. Ficamos por ali algum tempo. Depois... o duche do costume e lá seguimos para a Guia para fazer um almoço com o famoso "frango da guia". Não é que o frango estava delicioso!Pois... mas nas entrelinhas disto tudo, os dias foram passando e tivemos que fazer as malas para seguir rumo ao norte no dia seguinte. Para o ano haverá mais. Por agora foi o que se pode arranjar.
Não terão sido as férias mais desejadas e acaloradas que precisávamos, mas deu para mudar de ambiente, ver gente diferente, apanhar vitamina "D" e descomprimir de um confinamento com mais de um ano.
Regressamos à rotina...
Tempo de saudade, tempo de ausência, tempo de solidão, tempo de alegria e tristeza, tempo de amor, tempo de abraços e beijos, tempo para rir, chorar e de tantos outros tempos. Tempo de não ter tempo e tempo até demais para pensar e para sofrer.
Tempo que passa e que jamais será o mesmo. Deixemos que o tempo traga novos tempos, que sejam talvez diferentes mas com amor e generosidade entre todos nós.
Hoje tive algum tempo para voltar no tempo e constatar que lá longe já tive tempo para tantas ocasiões boas e más mas jamais terei tempo para poder remendar o que foi mau e viver de novo o que foi bom. O tempo vai ficando para trás e nunca haverá tempo para tornar diferente aquele que passou.
Tem de se viver o tempo presente com a esperança de ser e fazer feliz quem nos rodeia.
E já agora... quanto tempo o tempo tem?
Tem dias que silenciosamente estou feliz, porque escuto conselhos, risos e palavras sábias. Depois há outros dias que o silêncio me provoca uma dor no peito, massacra e causa angústia. Silêncios diferentes e que deixam marcas tanto no bom ou mau sentido.
Mesmo gostando do silêncio também gosto de rir, ter humor e de estar com a família e amigos, mas tenho de confessar que quando me entrego silenciosamente aos meus silêncios sinto-me bem mesmo que os sons (por vezes) quase me rebentem os tímpanos...
Mesmo assim por vezes é preciso um bom silêncio
É evidente que o não fazer nada, na verdade não existe. Digamos que vou dedicar o meu tempo a qualquer coisa que não tem de ter uma utilidade imediata, necessidade ou uma finalidade. Apenas fazer o que me apetece e ficar num estado de menos acção e mais contemplação. Ficar num local vendo quem passa, TV ou escutar música e respirar ou aceitar o silêncio que por aqui se vai notando. Enfim ter oportunidade de olhar para mim e imaginar como gostaria que o mundo fosse.
Depois... depois logo se verá se o prazer de não fazer nada me predispõe efectivamente para o nada ou para a realidade do dia a dia...
Até logo...
Normalmente todos nós as depositamos no lixo. No entanto existem muitas formas de reutilizar a casca do ovo.
1ª Dica - Se quer afiar as lâminas do seu liquidificador pode colocar lá dentro as cascas secas e limpas e ligar até transformar as mesmas em farinha. As lâminas ficarão bem afiadas.
2ª Dica - Essa mesma farinha que se formou ainda pode ser utilizada para quem tem unhas fracas e não consegue deixá-las crescer. Pode colocar essa farinha na base das unhas ou misturar um pouco no verniz que usa. O cálcio que esse pó tem pode ajudar as unhas a ficarem mais fortes.
3ª Dica - Para quem tem plantas em casa as cascas de ovo esmagadas, podem ser colocadas na terra. Destroem as pragas. Os bichinhos evitam locais que possam ter objectos afiados. Para além disso o cálcio ajuda a diminuir a acidez do solo.
4ª Dica - Se tiver uma compostagem biológica no seu quintal, pode juntar as cascas. É uma boa fonte de cálcio. As suas plantas vão agradecer...
Por hoje são simplesmente algumas "Dicas"... Há mais...
De retalho em retalho o importante é um dia deixar uma enorme manta e que fique na memória de quem faz parte dela e possa ser continuada e agrupar cada vez mais retalhos... "coloridos". Retalhos da amor... https://bmaxima.blogspot.com
Já algum dia pensou na importância do silêncio? Não!?